segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Benção e maldição


No poente do sol o espelho da esperança
Dos dias vindouros de alegria
No poente do sol o espelho da esperança
Das noites tristes de nostalgia

Nas noites de luar e tristeza mortifica
A benção de um filho esperado
Nas noites de luar e tristeza mortifica
A maldição de um destino inesperado

O vagalume brilha enchendo de ilusão
Uma noite presa em infinda escuridão
O azul marinho do céu revela
A cor dos pensamentos dela

Na noite fúnebre das esperanças vívidas
Uma moça caminha pela estrada
Deixando cair caixinhas preciosas
Cheias de esperança perdida

Anda sem rumo e nada espera
Anda sem rumo e nada quer
Anda sem rumo e nada espera

O anjo mortífero a seguiu
E de bruços a encontrou
Com olhos abertos para o fim da estrada
Não resistiu e entregou-se antes de terminar esta jornada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário