terça-feira, 1 de novembro de 2011

Desafeto desatento


Meu ébrio desejo,
Sufoca e entristece
Sob a falta d’teu beijo!

Deuses não ouvem,
Doridas lágrimas,
Das preces de amém.

Versos perdidos!
Versos partidos!
Versos sentidos!

No corpo das mulata,
Ameniza e esconde
As dores de tua falta!

De onde vem a loucura?
E a razão de tal tortura?
Olhar seco de amargura!

Vestígios tristes da solidão,
Ao tocar funesta canção,
Em acordes derretidos na ingratidão!

Misto de sentimentos
Em versos desatentos,
Que furtam este tormento.

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