O uivo solene do lobo que chama pela noite
O amor que teve e não foi esquecido
Compartilha as dores que enche de temor
Os que ouvem e não o compreendem
A ignorância do mito, a arrogância da lenda,
Bestificam as dores de chagas que sangram
A cada noite de luar
A cada noite iluminada
A cada noite sem descanso
Na aurora, no raiar do dia
Da tristeza a alegria
Da solidão a companhia
Ele vaga com a alcatéia,
Dormente e exausto
Espera por mais uma noite de luar
Onde sua alma será iluminada
E as dores não serão sentidas.
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